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Como identificar depressão em seu cachorro?

Primeiro: sim, seu cachorro pode ter depressão. Qualquer animal pode, porque são seres dotados de sentimentos, com vontades e gostos próprios, e não peças manufaturadas adaptáveis a qualquer tipo de situação.

E como identificar depressão em um cachorro?

Como não confundi-la, por exemplo, com a Síndrome da Ansiedade da Separação (SAS) (Transtorno que influencia os cães a terem comportamentos inadequados quando distantes de seu dono ou em solidão forçada)?

Segue uma lista de pequenos sinais para identificar se seu cachorro sofre de depressão.

Falta de apetite

Um sinal de depressão em cachorro é a perda repentina de apetite, deixando a ração envelhecer na tigela ou nem se animar ao se oferecer alimento que normalmente o colocaria em estado de grande excitação.

Isolamento

Outro sinal de depressão em cachorro é se ele passar a ficar longos períodos isolado, dentro da casinha, sem interesse em brincar com os outros animais ou pessoas, sem se importar com eventuais perturbações no portão da casa ou ser indiferente a chegada do dono.

Apatia

A apatia é um indicativo de depressão no cachorro. Nesse estado o animal se mantém impassível, indolente, desanimado independente da interação que se tente fazer com ele, seja o chamando para receber carinho, entregando um brinquedo ou oferecendo comida.

Arisco

Caso ele apresente conduta agressivamente antissocial, não tolerando o contato físico de ninguém, inclusive do dono, isso significa que anda descontente com algo e pode ser enquadrado como cachorro que sofre de depressão.

Automutilação

Também é uma forma de demonstrar angústia ou incapacidade de lidar com estresse emocional o começar de morder partes do próprio corpo, como patas e rabo. É um forte indicativo de que seu cachorro pode estar com depressão.

Causas da depressão

Toda raça de cachorro é sujeita a ficar com depressão e há vários fatores que podem contribuir para que fiquem deprimidos. É importante que os donos tentem evitar essas situações ou amenizar o máximo possível para o bem estar do animal.

Mudança de ambiente

Falta ou demora de adaptação a novos ambientes, seja por mudança dos donos ou recém-chegada a casa dos novos tutores, pode provocar a depressão devido a saudade de determinados espaços físicos, animais e pessoas.

Falta de atenção

Deixar o pet longo tempo sozinho e sem dedicar atenção nas oportunidades de interação, sem brincar, fazer caminhadas ou acariciar o animal vai lhe despertar a sensação de abandono e contribuirá muito para que o cachorro desenvolva depressão.

A chegada de outro animal ou de uma criança na casa também pode ter o efeito de fazê-lo sentir-se menosprezado por ter as atenções divididas.

Morte de pessoas queridas

A morte de uma pessoa de presença constante oferece grande risco de depressão no cachorro.

Maus tratos

Evidentemente, violentar o cachorro, deixá-lo com fome e sede são comportamentos que não irá fazer-lhe bem e é digno de total reprovação sob qualquer ponto de vista humanitário. É melhor doar o cachorro para alguém com condições de cuidá-lo da forma que merece.

Privação de liberdade

Uma vida extremamente sedentária com pouco espaço físico é uma situação que favorece a manifestação de depressão no cachorro.

Mudança de ambiente que signifique redução do espaço livre para proveito do animal, como a saída de uma casa com quintal para um apartamento, é outra situação de risco.

Tratamentos

O mais indicado ao perceber esses sinais de depressão em seu cachorro é procurar ajuda de um profissional, um médico veterinário, que irá fazer a avaliação e recomendar um tratamento, que pode ser a base de remédios antidepressivos ou terapia.

É altamente recomendável que dê atenção e carinho ao pet, porque isso sem dúvida ajudará para que supere o quadro depressivo, muitas vezes fazendo desnecessária a continuação de tratamentos medicamentosos ou terapêuticos.

Conclusão

Para identificar depressão em um cachorro é preciso perceber mudanças de comportamento como perda de apetite, isolamento, apatia, antissociabilidade e automutilação. Percebendo tais sinais, procure a ajuda de um profissional e dedique maior tempo para suprir as necessidades emocionais de seu canino.

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