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Mãe de pet e mãe de cachorro são “mães de verdade”?

Todo ano é mesma polêmica sobre mãe de pet, né? Confira o artigo e tire suas dúvidas sobre esse apelido carinhoso!

Imagem de Pexels por Pixabay

O dia das mães chegou! Uma data especial, pra ficar perto de quem nos criou e educou com tanto carinho. Geralmente, essa é a pessoa intitulada como “mãe”. Mas será que isso vale para quem tem pets também?

Qual é o conceito de maternidade?

Partindo do princípio biológico, o propósito da vida humana sempre foi gerar filhos que irão proteger (e depois replicar novamente) os nossos genes.

Nos dias de hoje, com uma população tão grande e com recursos escassos para alguns, tornar-se mãe biológica é cada vez mais opcional. Até mesmo por conta da mudança de cultura e costumes, essa “obrigatoriedade” está sumindo aos poucos.

Se fizermos uma rápida consulta ao dicionário, é possível notar que “Mãe” tem vários significados, entre eles:

“Fêmea de animal que teve cria(s) ou oferece proteção ao filhote que não é seu”;

“[figurado] Aquela que oferece cuidado, proteção, carinho ou assistência a quem precisa”

Fonte: dicio.com.br/mae acesso em 12/05.

Dito isso, vamos entender um pouco mais sobre as consequências de se intitular (ou ser) mãe nos dias de hoje.

 

Cientificamente, ser “mãe de cachorro” é simplesmente ser mãe

Deixando de lado todos os conflitos que essa frase causa, vamos analisar o cenário científico, que é irrefutável e não depende de contextos, como o da “família tradicional” que ainda temos hoje em dia.

O hormônio ocitocina (popularmente chamado de “hormônio da paixão/do amor”) não é uma particularidade do ser humano. Uma das situações em que ela é liberada é na vivência em grupo, bastante comum em várias espécies, incluindo a dos cães.

Acontece que esse hormônio não é liberado somente em relacionamentos amorosos, como é de se esperar. Mães e filhos tem uma ligação tão íntima que também se beneficiam dessa química.

E aí que entra o questionamento: somente em filhos humanos? E os adotados, da nossa e de outras espécies?

O pesquisador Takefumi Kikusui fez diversas pesquisas na área de comportamento, e identificou a influência da ocitocina na ligação entre cão e tutor. As evidências apresentam que, para o humano, uma troca de olhares com o animal aumenta a ocitocina do seu corpo.

Esse é o famoso momento que, ao vermos aquela carinha de cãozinho abandonado do animal, corremos para o abraço! Brincar, estimular e conversar com o cachorro vai liberar a ocitocina do corpo dele também. Exatamente a mesma troca entre mãe e filho!

Imagem de Jan Steiner por Pixabay

Então não existe diferença entre mãe de pet e mãe biológica?

Se compararmos um filho biológico com o nosso filho de outra espécie, a preocupação pode ser a mesma, o amor pode ser o mesmo, mas as responsabilidades nunca serão as mesmas.

Mesmo com essa evolução de comportamento que tivemos, ainda existe muita dificuldade em ser mãe. O número de mães solteiras é alarmante, o que gera uma dupla jornada de empregos ou até mesmo um certo preconceito em entrevistas de trabalho.

Empregadores ainda assumem uma posição de medo quanto à mãe, sobre “não ter com quem deixar os filhos”. Isso não acontece com nossos pets, não é mesmo?

No caso de escolinhas e creches, por exemplo, existem até filas, o que deixa várias crianças e mães desamparadas. Em contrapartida, existe um crescente de cuidadores de pets, que nos ajudam nesse processo.

Mesmo assim, não seríamos criticados ao deixar nosso filho peludo em casa sozinho o dia todo, com comida e água disponível.

Outro bom exemplo é no caso dos estudos. Mães de pet podem ir a cursinhos, escolas, universidades… já mães biológicas precisam de um cuidador, ou levam para a aula e correm os riscos de o filho não se adaptar. Isso não é a mesma coisa de estarmos estudando e nosso gatinho subir no teclado do computador, né?

Enfim, as rotinas acabam sendo bem diferentes. Por mais que alguns pets fiquem doentes ou tenham limitações físicas, os seres humanos exigem um cuidado extra. Além de amor, higiene e comida, a educação e cultura devem fazer parte da nossa criação, já que somos os únicos racionais, e também responsáveis pelo planeta e por outros animais, inclusive seres humanos.

Leia também: tudo sobre a ansiedade da separação entre cães e tutores

Mãe de cachorro: ser ou não ser?

Agora, que entendemos melhor o conceito e algumas consequências da maternidade, podemos afirmar que o que causa tanta discussão sobre esse assunto não é efetivamente ser “mãe de pet”. É a negligência de comparar as responsabilidades.

Se não compararmos as diferentes realidades, seja nesse caso ou em qualquer outro, estaremos livres para nos auto intitularmos de diversos nomes! O que vale é o exercício da empatia de saber porque sim ou porque não.

É um apelido de carinho, mas carrega muita responsabilidade!

Sabendo disso, mães biológicas e mães de pet estão livres para comemorar o dia das mães, especialmente no sentido maior dessa data: o amor de mãe.

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