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Tratar animais como filhos, qual o limite?

Com certeza você já ouviu muitas pessoas chamando animais de estimação de ‘’filhos’’ e isso pode causar muita estranheza para algumas pessoas, e vem o questionamento, será que esse comportamento é normal?

Acontece que antigamente os cachorros eram meros animais de estimação que ficam em um espaço fora de casa, mas a realidade mudou, principalmente com as raças menores que começaram a ser criadas dentro de casa.

O cachorrinho é a escolha de muitos casais que não optam por ter filhos, ou ainda é a escolha de treinamento para que o bebê chegue. E há pessoas que realmente sente – se pais de pet.

E ao contrário do que muita gente pensa, chamar um cachorro de filho não está associado a nenhum problema psicológico! O cachorro pode sim ser um companheiro e o dono pode carregar pelo mesmo um sentimento muito grande de afeto.

O limite está em outras coisas, por exemplo, é normal sentir – se de coração partido quando vai viajar e deixar sue cãozinho, mas não é normal deixar de viajar por isso.

O que queremos dizer é que a relação se torna patológica quando o dono deixa de fazer atividades diárias do seu cotidiano para ficar com o cão em casa, isso pode resultar um isolamento social e pode ser um sinal de alerta psicológico.

Nesses casos é necessário fazer um trabalho psicológico, onde se entenda a relação entre cachorro e dono, e possa compreender o lugar que aquele cão está ocupando, e claro, trabalhar com isso para que aconteça uma relação saudável e não patológica.

É totalmente compreensível o amor que é desenvolvido por um cão, eles de fato são companheiros, e suprem de verdade a carência, podendo auxiliar pessoas em seus momentos mais difíceis.

Além disso nosso animalzinho não fica magoado e não guardam rancor, proa disso é quando eles voltam abanando o rabinho mesmo depois de levar aquela bronca.

O problema está quando o dono só tem esse tipo de troca! Ou então, desenvolve um amor tão grande pelo animal que não consegue confiar mais em pessoas. Toda relação que tem como base a generalização está fadada ao fracasso, e mostra um sintoma bem grave de carência afetiva.

Um exemplo disso é quando os donos afirmam que o animal não pode ficar sozinho! Animais podem sim ficar sozinhos, se eles forem ensinados há isso! Quem ensina e cria o padrão de comportamentos dos nosso cachorros somos nós mesmos! Tudo que eles são e como se comportam são reflexos do nosso adestramento.

Outro sintoma que a relação pode estar passando dos limites é quando o dono deixe de frequentar locais porque o animal não pode entrar. É preciso entender que nem todos os locais estão preparados para receber um animal, de vez em quando fazer escolha de shoppings ou hotéis que aceitam a presença do animal é saudável, mas levar o cão sempre não.

Também devemos lembrar que passar dos limites nessa relação não traz prejuízos somente para o dono mas também para o pet.

Geralmente quando a relação é assim os donos tendem a super proteger o cão! Com isso atrasam o seu desenvolvimento físico e cognitivo! Deixando que o cão seja mimado e faça tudo em casa, ou ainda, não permitindo que o cão faça atividades normais com medo de que ele se machuque ou se canse demais.

É necessário nessa relação colocar sempre o bem estar e a saúde do animal como prioridade, e ter uma relação baseado no equilíbrio e bom senso, isso vai fazer com que relação não passe dos limites.

Além disso é preciso sempre tentar entender o lugar que aquele cão está ocupado naquela família e na vida dos seus donos, por exemplo, muitas famílias não podem ter filho ou mesmo perderam os seus.

Essas famílias decidem ter um pet para alegrar a casa! a ideia é muito boa, porque realmente o pet vai movimentar todo o ambiente, porém não espere que o seu cachorro ocupe o lugar do filho que se foi, ou mesmo de um filho.

Você pode chamar de filho, e até mesmo ter sentimento muito grande, mas deve sempre lembrar que aquele cachorro não é o seu filho. E ele nunca vai ocupar esse papel, por mais que o carinho seja enorme, tenha sempre em mente quem é o seu cãozinho.

Devemos também ressaltar a relação dos gastos, muitas pessoas gastam pra valer quando o assunto é o seu cachorro, isso porque cada vez mais o mercado oferece novos produtos e serviços.

Quanto a isso é uma questão somente de bom senso, e também da condição financeira, por exemplo, comprar algo para o cachorro e deixar de comprar para você não é saudável, ou mesmo pegar dinheiro emprestado de amigos, tudo isso pode indicar que a sua relação com seu cachorro passou dos limites.

O seu cachorro merece as melhores coisas que a sua condição é capaz de oferecer! Tem pessoas que tem muito sobrando, e por isso não se importam de oferecer coisas grandiosas para os cachorros, mas ainda assim é preciso ter atenção.

Por exemplo já foi comprovado que os cachorros não gostam de vestir roupa, isso é pura vaidade do dono! Ainda assim vale a pena comprar uma roupa de grife e fazer seu cachorro desfilar com ela?

Quando o assunto for esse, você deve sempre ter uma palavra em mente: equilíbrio.

E se você gostou do nosso artigo de hoje continue em nosso site e confira muito mais.

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