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Tudo sobre ansiedade de separação

Os cães podem sim manifestar diversos sinais de sofrimento psicológico, entre eles se encontra a síndrome de ansiedade de separação. Essa síndrome é basicamente caracterizada por uma relação de extrema dependência, que vai gerar mais dependência ainda, pode parecer redundante, mas é assim mesmo que essa síndrome funciona.

Vamos imaginar que os pais podem criar uma criança visando dois caminhos para ela, visando que ela seja uma criança independente, ou que ela seja uma criança dependente, que por conta da super proteção vai ficar medrosa, insegura, com problemas de socialização, etc.

Claro que se você estiver lendo isso deve estar pensando ‘’claro que devemos criar crianças independentes e seguras.’’ Mas muitas vezes isso consegue ser aplicado ao filho, e não ao cachorro.

Sim, os cães desenvolvem a ansiedade de separação por esse mesmo motivo, os tutores não vão dar a chance de que eles sejam independentes, vão o super proteger de tudo, e como resultado vão ter um cão com todas as características mencionadas acima.

Nesse caso o tutor vai antecipar qualquer medo ou desafio que o pet vai passar, não deixando que ele vive aquelas situações e as ultrapasse para garantir o seu desenvolvimento saudável, por exemplo.

E é diante desse cenário que devemos entender melhor o que é a Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS)!

Afinal, o que é a síndrome de ansiedade de separação?

Quando falamos sobre a SAS estamos nos referindo há uma série de comportamentos que são manifestados pelos pets quando são deixados sozinhos! O pior de tudo, é que muitos tutores não percebem que o problema está em si, e com isso vão punir o pet quando ele tiver algum comportamento inadequado.

Quando a punição acontece nessas situações ela vai colaborar ainda mais para que aconteça o aumento do comportamento indesejado, por exemplo.

O comportamento do pet que é visto muitas vezes como inadequado para o dono pode ser uma simples resposta ao estresse que ele sente diante a separação que acontece.

O que deve – se entender que o relacionamento do cão quando filhote se dá com as mães e com os seus irmãozinhos na ninhada, e depois acontece o período de socialização, onde o pet vai se ligar mais a animais da mesma ou de outras espécies. Essa socialização é o que vai determinar o tipo de relação que o pet vai ter, assim como processos de comunicação, hierarquia, e maneiras de resolver problemas.

e claro, tudo isso vai estabelecer também o tipo de relação que o pet vai ter com o tutor! O ideal é que essa relação seja baseada na confiança, mas quando acontece a dependência vão entrar os comportamentos da ansiedade de separação.

Sinais que o seu cachorro está sofrendo com ansiedade de separação

Entre muitos comportamentos do pet podemos destacar o xixi e o cocô no lugar errado (isso quando você já ensinou o local certo, e ele aprendeu e fazia anteriormente), geralmente o pet vai escolher a porta do quarto do dono, ou mesmo a cama para fazer isso.

Se o seu cão anda uivando, latindo ou chorando em excesso esse pode ser outro sinal de ansiedade de separação. Os comportamentos agressivos também costumam aparecer frequentemente através do arranhão dos sofás, da mordida dos objetos pessoais, de janelas, pé de mesa, entre outros objetos.

O cão pode ainda manifestar outros comportamentos psicológicos, como por exemplo, os sentimentos de depressão, a anorexia e a hiperatividade. Enquanto o dono não estiver em casa, a fim de combater o tédio, o pet pode roer e/ou destruir tudo que vê pela frente.

Sabe aquela pessoa ansiosa que não para de bater a perna? Podemos comparar mais ou menos a isso. Só que o cão vai manifestar isso de forma diferente, justamente por ser de uma espécie diferente.

Como vimos, nada disso acaba sendo bom para o cãozinho, podendo prejudicar até mesmo a sua saúde.

Como é feito o diagnóstico da ansiedade de separação?

Todos esses sintomas vão acontecer quando o animal manifestar comportamentos ansiosos na ausência do tutor, e mesmo estando com outras pessoas, esses comportamentos vão continuar se manifestando.

Quando o pet ainda é filhote a ansiedade de separação pode acontecer por diversos motivos, como por exemplo, ter tido muito pouco contato com a mãe e com a ninhada, mudanças bruscas no ambiente no qual estava inserido, quando acontece uma mudança muito forte dentro da casa ou na vida do proprietário, quando casais se divorciam e o pet fica com um deles, quando chega um novo bebê na família, quando um membro da família morre, ou pela entrada de um novo animal de estimação.

Além de todos esses eventos citados a ansiedade de separação pode ser desenvolvida também por algum evento traumático que possa ter acontecido quando o tutor não estava por perto, como tempestades, fogos de artifício, assaltos a casa, e afins.

Nesses casos a culpa não vai ser do proprietário, e o ideal é procurar ajuda de profissionais que consigam lidar com todos esses comportamentos dos pets, e trabalhar essas angústias! Inclusive, atualmente há psicólogos de cachorro, justamente para lidar com situações como essas.

Lembrando que não há raça mais propensa do que outra para adquirir ansiedade de separação, por exemplo! Todos têm a mesma chance, seja por criação ou pelos eventos que colocamos acima.

Para o desenvolvimento saudável do cachorro essa ansiedade de separação precisa ir embora, e por isso o dono deve estar sempre atento aos sinais e sintomas.

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