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Você sabe o que é coprofagia?

Seu cachorro é daqueles que come fezes?

A coprofagia, nome dado ao ato de comer cocô, parece bastante nojenta, mas saiba que para os cães (e para os lobos) esse hábito não é tão bizarro assim.

Os dois predadores, que compartilham a mesma origem ancestral, são bastante atraídos por carniças. Por isso, é comum ver um cachorro mexendo no lixo atrás de comida ou querendo brincar um bicho morto.

Motivos que o seu cãozinho fazer isto:

 

Atenção

Ao consumir fezes o cão chama a atenção do dono quando este o repreende. O animal percebe que recebe atenção todas as vezes que consome fezes e repete a atitude com esta intenção.

 

Imitar o dono

É uma imitação da conduta do dono. Ao observar que o dono recolhe as fezes, passa a fazê-lo também. O mesmo ocorre quando outros animais do seu convívio consomem as fezes e ele aprende a fazê-lo por imitação.

 

Hereditário

A mãe consome as fezes dos seus filhotes enquanto estes se alimentam apenas do seu leite. É uma conduta normal e tem a função de manter o ninho limpo. Da mesma forma os cãezinhos podem iniciar a ingestão de sólidos com a matéria fecal de seus irmãos de ninhada.

 

Hierarquia

Há relatos de cães submissos ou hierarquicamente inferiores dentro da matilha, que consomem as fezes dos animais dominantes como demonstração de submissão.

 

Tédio

Quando ele está brincando com as fezes e termina por comê-las. Cães entediados que manipulam fezes como passatempo.

 

Punições

Relacionada a eliminações do cão. Cães podem comer fezes para evitar que os proprietários os punam.

 

Ansiedade

Animais aborrecidos, que passam muito tempo sozinhos (ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO), que não convivem com outros da mesma espécie e que ficam muito tempo confinados.

 

Estresse

Com distribuição errônea do espaço de dormir, alimentar, defecar e urinar. Cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo.

 

Alimentação

Deficiências alimentares baixa qualidade do alimento, e mesmo uma única refeição diária (para alguns indivíduos) podem provocar coprofagia numa tentativa de complementação nutricional já que a sobrecarga alimentar com uma única refeição pode fazer com que a digestão não seja totalmente eficiente e que o animal necessite comer novamente para satisfazer suas necessidades básicas nutricionais.

Alguns estudos sugerem que a coprofagia de fezes de outras espécies contribua para estabelecer a flora intestinal benéfica, como probióticos presentes nas fezes de ruminantes. Outros sugerem que o não absorvido por outras espécies pode ser bem aproveitado por outros.

 

Outros Motivos

Insuficiência pancreática, pancreatite, infecções intestinais, síndrome de má absorção e alimentos excessivamente gordurosos podem ser causas de coprofagia e estarem associadas ou não a outros sintomas clínicos como por exemplo diarreias, vômitos, fezes brancas e outros.

 

Consequências

Além do afastamento dos tutores por preconceito ou nojo de seus animais, a incorporação de bactérias, vírus e parasitas pode trazer problemas clínicos.

Também em função do esforço extraem eliminar toxinas ingeridas juntamente com as fezes, podem ocorrer alterações clínicas, principalmente dermatológicas e digestivas.

 

Tratamento e Soluções

  • Melhoria das condições de higiene quando essa for uma possível causa do transtorno.
  • Melhoria da qualidade e frequência da administração do alimento.
  • Melhoria do bem-estar como exercícios, distração e jogos.
  • Reforço negativo com bronca só é eficiente se for imediato, senão perde a eficácia. O ideal mesmo é o reforço positivo que ocorre com a recompensa (carinho, elogio ou petiscos saudáveis) quando a ingestão de fezes não acontece.
  • Criar aversão a matéria fecal como com a utilização de substâncias picantes acrescidas às fezes.
  • Ignorar quando o motivo é sabidamente o de chamar a atenção.
  • Recolher as fezes assim que o animal defecar. Procure fazer com que o animal não o veja recolhendo, para evitar a imitação.
  • Reforço positivo é o processo de reforçar outra conduta em lugar da coprofagia. Quando o cão está a ponto de comer as fezes, o tutor/cuidador pode usar qualquer qualidade de ordens (deixe, venha, sente e outros comandos) ou atirar-lhe uma bola, chama-lo a brincar, mas tudo isso antes que ele coma as fezes, nunca após ele ter iniciado a ingestão. A ideia é distrair o animal por algum tempo para permitir que o dono recolha as fezes, de preferência sem que o cão veja e assim fazer com que esqueça das deposições.
  • Correção de problemas clínicos como má absorção, má digestão, parasitas, distúrbios nutricionais/metabólicos que devem ser conduzidos por médico veterinário após diagnóstico clínico e/ou laboratorial.
  • O ideal é combinar todas as correções citadas enfatizando o enriquecimento ambiental em detrimento da ociosidade ou “falta do que fazer” e melhorar a nutrição com um cardápio de alimentação natural balanceada e nutritiva.

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